Lixo no mato não

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Se refugiando

Na busca por qualidade de vida e conseqüente fuga do estresse das grandes cidades, pessoas dos mais variados locais do país largam emprego e outros vínculos nos grandes centros urbanos para se refugiarem em comunidades alternativas espalhadas pelo Brasil. Na maioria das vezes, essas pessoas optam por deixar de lado todo o conforto que a vida urbana proporciona para viver com o básico necessário para sua sobrevivência.
E se acostumando?
Numa sociedade tão presa ao conforto como a que vivemos, é difícil pensar viver sem as “necessidades tecnológicas básicas” a que temos acesso: Televisão, geladeira, forno de microondas, computador, internet etc. A opção por viver como nos primórdios, não traria à essas pessoas refugiadas uma certa carência de tudo aquilo que já tiveram acesso um dia? Em conversa com uma conhecida um dia desses, que prefiro não citar nome nem profissão já que não tenho sua permissão para tal, ela me contou que depois de anos trabalhando numa mesma empresa, que lhe exigia muito esforço, resolveu ir morar junto com indígenas no interior de Goiás. Após dois anos de reclusão, com um povo que não era o seu, uma cultura que não era a sua, voltou para o “inferno” da cidade grande, que ela diz não conseguir viver longe.

Nenhum comentário: